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	<title>Culture Catchup: Because everyone loves catchup! &#187; Informática</title>
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		<title>Culture Catchup: Because everyone loves catchup! &#187; Informática</title>
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		<title>Entendendo o Intel Nehalem.</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 18:55:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Manhattan</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No início de 2006 a Intel estava em uma situação complicada. O Pentium D, baseado na ineficiente arquitetura NetBurst perdia para o Athlon X2 tanto em termos de desempenho quanto em termos de eficiência. Os processadores AMD eram superiores tanto nos desktops quanto nos servidores e a Intel perdia terreno rapidamente em ambas as frentes.
Quando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=culturecatchup.wordpress.com&blog=4393047&post=13&subd=culturecatchup&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No início de 2006 a Intel estava em uma situação complicada. O Pentium D, baseado na ineficiente arquitetura NetBurst perdia para o Athlon X2 tanto em termos de desempenho quanto em termos de eficiência. Os processadores AMD eram superiores tanto nos desktops quanto nos servidores e a Intel perdia terreno rapidamente em ambas as frentes.</p>
<p>Quando tudo parecia perdido, a Intel apresentou a arquitetura Core, que deu origem as Core 2 Duo e aos demais processadores da linha atual. Para evitar cometer o mesmo erro que cometeu com a plataforma NetBurst, a Intel passou a investir massivamente em pesquisa e desenvolvimento, passando a desenvolver diversas novas arquiteturas em paralelo e a investir pesado no desenvolvimento de novas técnicas de fabricação e na modernização de suas fábricas.</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-239b9a1d.jpg" alt="fig1" width="350" height="321" /><br />
O departamento de marketing se apressou em criar um termo que simboliza a nova fase, o &#8220;tick-tock&#8221; que passou a ser exaustivamente usado dentro do material publicitário da Intel. A idéia é bastante simples: apresentar novas arquiteturas e novas técnicas de fabricação em anos alternados, onde um &#8220;tick&#8221; corresponde ao lançamento de uma nova arquitetura (como o Penryn e o Nehalem) enquanto o &#8220;tock&#8221; corresponde ao lançamento de uma nova técnica de fabricação (45 nanômetros ou 32 nanômetros, por exemplo), fechando o ciclo. Ou seja, transformaram um conceito completo em uma idéia simples, acessível às massas.</p>
<p>O plano é manter o público interessado, anunciando uma nova arquitetura, ou a migração para um novo processo de fabricação uma vez a cada ano e manter um ritmo rápido de evolução, que a AMD tenha dificuldades para acompanhar. Dentro da idéia, a migração para a técnica de 0.065 mícron em 2005 foi um &#8220;tick&#8221;, o lançamento da plataforma Core, em 2006 foi um &#8220;tock&#8221; e o lançamento do Penryn em 2007, baseado na nova arquitetura de 0.045 mícron, foi um novo &#8220;tick&#8221;, que será seguido pelo lançamento de uma nova arquitetura (tock).</p>
<p>O Nehalem (pronuncia-se &#8220;nerreilem&#8221;) representa a próxima arquitetura Intel, ainda produzida usando a técnica de 45 nanômetros, mas com diversas mudanças arquiteturais em relação ao Penryn. As mudanças são tantas que podemos dizer que o Nehalem está para o Penryn assim como o Core 2 Duo está para o Pentium D; ou seja, trata-se realmente de uma nova arquitetura e não apenas de um Penryn com algumas melhorias.</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-d7631dbd.jpg" alt="fig2" width="400" height="282" /><br />
A versão inicial do Nehalem terá 4 núcleos, com um total de nada menos do que 781 milhões de transístores. Está prevista também uma versão com 8 núcleos, que terá provavelmente o dobro deste valor. Diferente de outros processadores quad-core da Intel, onde são usados dois dies separados (cada um com 2 núcleos), colocados dentro do mesmo encapsulamento e ligados através do FSB, o Nehalem quad-core é composto por um único die, ou seja, ele é um processador quad-core nativo.</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-65600673.jpg" alt="fig3" width="400" height="209" /><br />
Uma das principais mudanças reside no sub-sistema de memória cache. O Nehalem mantém os mesmos 32 KB de cache L1 por núcleo usado no Penryn e em outros processadores anteriores, mas as similaridades param por aí. Em vez de um grande cache L2 compartilhado, a Intel optou por utilizar uma arquitetura similar à utilizada pela AMD no Phenom, com um pequeno cache L2 (de 256 KB) para cada núcleo e 8 MB de cache L3, compartilhado entre todos os núcleos.</p>
<p>A grande diferença reside na forma como os dados são armazenados nos caches. Nos processadores AMD é usado um cache &#8220;exclusivo&#8221;, onde o cache L2 armazena dados diferentes do cache L1 e o L3 armazena dados diferentes dos do L2, maximizando o espaço de armazenamento. A Intel, por outro lado, utiliza um sistema &#8220;inclusivo&#8221; onde os cache L1 e L2 armazenam cópias de dados também armazenados no cache L3.</p>
<p>Embora reduza o volume total de dados que pode ser armazenado nos caches, o sistema da Intel permite um acesso mais rápido aos dados armazenados. Em resumo, o sistema da AMD é mais eficiente em processadores com pouco cache, como no caso do Phenom, enquanto o sistema da Intel funciona melhor em processadores com grandes volumes de cache, como o Nehalem.</p>
<p>É nesse ponto que os investimentos da Intel em novas técnicas de produção se pagam, já que com transístores menores, eles podem se dar ao luxo de fabricar processadores maiores e com mais cache L2, mantendo o mesmo custo de produção das gerações anteriores.</p>
<p>A latência do cache L1 subiu de 3 para 4 ciclos em relação ao Penryn, mas em compensação a latência do cache L2 caiu consideravelmente, de 15 para 11 ciclos, de forma que o saldo final é positivo. O cache L3 trabalha com uma latência de 39 ciclos, o que pode parecer bastante se comparado com a latência dos caches L1 e L2, mas é um pouco mais rápido do que o cache L3 usado no Phenom, que trabalha com uma latência de 43 ciclos.</p>
<p>Outra mudança dramática é a inclusão de um controlador de memória integrado, assim como temos nos processadores AMD. O controlador de memória integrado reduz substancialmente o tempo de latência da memória, resultando em um ganho de desempenho considerável. Um dos grandes motivos o Athlon X2 ter se mantido competitivo em relação ao Core 2 Duo, apesar de possuir bem menos cache era justamente devido ao fato de utilizar o controlador dedicado.</p>
<p>A grosso modo, podemos dizer que o Athlon X2 precisa acessar a memória com mais freqüência (devido ao cache menor) mas que em compensação perde menos tempo a cada acesso devido ao controlador de memória integrado. A Intel bem que resistiu, mas acabou tendo que ceder à idéia.</p>
<p>Em vez de utilizar um controlador single-channel, ou dual-channel, a Intel optou por utilizar um controlador triple-channel, com suporte a memórias DDR3, operando a até 1.33 GT/s. Isso significa uma banda total de até 32 GB/s (ao utilizar 3 módulos). Para ter uma idéia, isso é 40 vezes mais do que tínhamos há 10 anos, quando utilizávamos módulos de memória SDR PC-100 em conjunto com o Pentium III.</p>
<p>Os três canais operam de forma independente, de forma que o processador por iniciar uma nova leitura em um dos módulos enquanto ainda espera os dados referentes a uma leitura anterior, realizada em outro módulo. Isso contribui para reduzir o tempo de latência do acesso à memória, que é, proporcionalmente, muito mais alto nos módulos DDR3.</p>
<p>O problema com o controlador integrado é que ele aumenta substancialmente o número de contatos do processador, o que quebra completamente a compatibilidade com as placas soquete 775 atuais. A versão triple-channel do Nehalem utilizará um soquete LGA com nada menos do que 1366 contatos. O formato do processador também mudou, passando a ser retangular, assim como no antigo Pentium Pro:</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-0c0090da.jpg" alt="fig4" width="268" height="238" /><br />
<img src="http://201.76.37.243/imagens/img-5a882d5d.jpg" alt="fig5" width="400" height="233" /><br />
Existirão também versões dual-channel, com apenas dois dos controladores de memória ativados, que possivelmente utilizarão um soquete menor, com um número menor de contatos.</p>
<p>Outra mudança é a substituição do antigo FSB por um barramento aprimorado, batizado de QuickPath Interconnect, ou QPI. O FSB (front-side bus), ou barramento frontal, tem sido utilizado desde os primeiros processadores Intel. Ele consiste um um barramento compartilhado, que liga o processador ao chipset.</p>
<p>Como ele é usado não apenas para a comunicação entre os núcleos do processador e a memória, mas também para a comunicação entre os 2 ou 4 núcleos do processador, ele acaba estrangulando o acesso à memória, prejudicando o desempenho do sistema. O problema se agrava ao usar vários processadores em SMP, como no caso das placas para servidores, ou na plataforma Skultrail.</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-1e7f8b52.png" alt="fig6" width="449" height="300" /><br />
Até o Penryn a Intel remediou o problema na base da força-bruta, simplesmente adicionando mais cache L2 aos processadores. Com o QuickPath, resolveram atacar a raiz do problema, substituindo o FSB por um barramento modernizado, composto por links independentes que operam a 6.4 GT/s (a siga &#8220;GT/s&#8221; indica o volume de transações por segundo, diferente de &#8220;GHz&#8221;, que indica o clock), com a transmissão de 16 bits de dados em cada direção por ciclo, resultando em um barramento de 12.8 GB/s em cada direção (25.6 GB/s no total) por linha de dados. Como a memória é agora acessada diretamente pelo controlador de memória, este link fica inteiramente disponível para o tráfego de I/O. Ao utilizar dois processadores em SMP, cada processador passa a se comunicar com o chipset através de uma linha independente e uma terceira linha de dados é implantada para coordenar a comunicação entre os dois:</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-d8bee3fb.png" alt="fig7" width="432" height="245" /><br />
Ao usar 4 processadores (possibilidade que deverá ser bem explorada no caso dos servidores de alto desempenho) são incluídos barramentos adicionais, que fazem com que cada processador tenha acesso direto a todos os demais:</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-b2648f0e.png" alt="fig8" width="451" height="252" /><br />
Se você leu meu tutorial sobre os processadores AMD de 64 bits, vai notar uma grande semelhança entre o QuickPath e o HyperTransport, usado nos processadores AMD. Obviamente, não se trata de mera coincidência. A Intel estudou os pontos fortes da solução da AMD e acabou chegando a uma solução melhorada, adaptada à sua arquitetura.</p>
<p>Com relação ao processamento das instruções, uma novidade importante é o Loop Stream Detector (LSD), um controlador adicional que vasculha as instruções decodificadas antes que elas cheguem ao processador, localizando instruções referentes a loops de processamento. Em vez de reprocessar as instruções do loop repetidamente, o processar armazena as instruções em um pequeno cache interno e as executa a partir daí. Além de permitir ganhar tempo, isso permite reduzir sutilmente o consumo elétrico, pois permite desativar o circuito de branch prediction, juntamente com as unidades fetch e decode durante o processamento do loop:</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-220f0965.png" alt="fig9" width="470" height="225" /><br />
O Nehalem marca também a volta do Hyper Threading, o que faz com que o processador se apresente ao sistema operacional como tendo 8 núcleos em vez de 4. Naturalmente, o Hyper Threading não dobra o desempenho do processador, servindo apenas como um recurso extra que permite que ele aproveite melhor os recursos de processamento, processando dois threads simultaneamente sempre que possível.</p>
<p>Se você acompanhou a era do Pentium 4, talvez não tenha boas lembranças do Hyper Threading, já que ele reduzia o desempenho do processador em algumas operações e aumentava consideravelmente o consumo elétrico. A versão incluída no Nehalem, entretanto, passou por várias melhorias, sobretudo relacionadas ao consumo elétrico, de forma que podemos esperar uma redução significativa nos efeitos colaterais.</p>
<p>Ao contrário do deselegante Kentsfield (usado na primeira geração do Core 2 Quad), onde todos os núcleos operam sempre à mesma freqüência e usando a mesma tensão, o Nehalem oferece um sistema de gerenciamento independente, onde cada núcleo pode operar a uma freqüência condizente com seu nível de utilização, mantendo o consumo elétrico global do processador em níveis aceitáveis.</p>
<p>Graças à arquitetura modular usada no Nehalem, a Intel tem uma boa flexibilidade para desenvolver versões do processador com mais ou menos núcleos de acordo com a demanda. Além da versão com 4 núcleos, estão planejadas também versões com 2 e 8 núcleos.</p>
<p>O Nehalem já existe em versões limitadas, que estão sendo disponibilizadas a parceiros e fabricantes de placas-mãe. A Intel pretende lançar os primeiros processadores baseados no Nehalem em setembro, mas eles provavelmente estarão disponíveis em volume apenas a partir de outubro ou novembro. Para 2009, está prevista uma versão atualizada no Nehalem, o Westmere, que será produzida em uma técnica de 0.032 micron.</p>
<p>Para 2010 está prevista uma versão com uma GPU integrada, o Sandy Bridge. Existem dúvidas sobre o desempenho desta solução, já que a Intel não possui sequer um chipset 3D competitivo. Pode ser que se limitem a desenvolver uma versão atualizada do GMA3500 e integrá-lo ao processador para tirar proveito do controlador de memória integrado, mas pode ser também que apareçam com uma solução radicalmente diferente, como no caso do Larrabee. Por enquanto esta informação é guardada a sete chaves.</p>
<p><img src="http://201.76.37.243/imagens/img-c1f584c7.jpg" alt="fig10" width="500" height="352" /><br />
Combinando o novo sistema de cache com o controlador integrado de memória e as demais melhorias, ficou claro que a Intel estudou meticulosamente as vantagens arquiteturais introduzidas pela AMD nos últimos anos e elaborou cuidadosamente respostas para cada uma delas. Isso mostra como é benéfico ter dois fabricantes competitivos disputando o mercado. Sem a AMD, muito provavelmente ainda estaríamos presos à idade das trevas da arquitetura NetBurst. Grande parte da evolução nos processadores Intel que vimos de 2006 para cá se deve justamente à AMD.</p>
<p>A posição atual da AMD lembra um pouco a posição da Intel em 2006: acuada e tendo que competir com produtos superiores do concorrente com cortes de preço e soluções de valor agregado. Para piorar, a situação financeira da AMD também não anda boa, já que precisaram assumir dívidas para concretizar a compra da ATI, que agora estão tendo dificuldades para pagar devido à queda nas vendas. Mas, é nos momentos de dificuldade que surgem as melhores soluções (veja o caso da Intel). Esta é uma briga que ainda promete.</p>
<p>Transcrito de:</p>
<p>http://www.guiadohardware.net/artigos/intel-nehalem/</p>
<p><em>É, parece que finalmente a Intel deu o braço a torcer e renovou sua arquitetura, integrando controlador de memória no processador, entre outras coisas, em resposta às tecnologias da AMD. Como foi dito no artigo acima, tendo 2 empresas para competir, o desenvolvimento acontece rápido e com eficiência. </em><em> Muito provavelmente não teríamos jogos tão realistas como temos hoje, se ainda estivessemos utilizando a arquitetura netburst, e além disso estaríamos com uma fornalha dentro do gabinete (como eu ainda tenho com eu humilde Pentium 4 HT ¬¬). Viva AMD huhu!</em></p>
<p><em>O único grande problema desse desenvolvimento absurdamente rápido é nosso bolso e nossa paciência</em><em>. Apesar de que ainda é possível rodar jogos no máximo com os Core 2 Duo Ketsfield e Penryn, será necessário trocar a placa mãe e as memórias, caso queiram usar a tecnologia Nehalem. Essa evolução desenfreada dos produtos da informática faz com que peças muito boas se tornem obsoletas rapidamente e isso sinceramente me irrita um bocado. Sabe aquela placa mãe que você tem aí e que tava querendo comprar um processador novo pra ela depois? Pois é, amigão, esquece, uns pinos a mais na &#8220;porcaria&#8221; do Nehalem vão ferrar com seu bolso! xD<br />
</em></p>
<p>.:MANHATTAN:.</p>
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