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Resenha: System Shock 2 – Irrational Games

Blog estagnado, eu tava querendo escrever alguma coisa mas como to com preguiça e sem assunto demais pra isso, vai aí uma repostagem de uma resenha minha com revisões, enquanto vocês leêm isso ae eu tento preparar algo de nível.

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System Shock 2: Bricks will be shat.

System Shock 2

System Shock 2 é um jogo que foi produzido pela Irrational Games, empresa bem tímida (para aquela época, hoje em dia é uma empresa bastante cultuada, que inclusive mudou de nome, agora é conhecida como: 2K Australia e 2K Boston depois que foi comprada pela Take-Two Interactive) que em seu PRIMEIRO jogo, criou um clássico do PC, falo sério, pode procurar qualquer lista de Best Games Ever, System Shock 2 vai estar entre os 20 melhores, quiçá entre os 10 melhores.
A história é mais ou menos essa: Ken Levine e uns outros caras sairam da Looking-Glass Studios pra criar sua própria empresa, a supra-citada Irrational Games. Os caras criaram o conceito do jogo e começaram a procurar distribuidoras, acharam a Electronic Arts (empresa que hoje é discriminada por chupar as tetas de algumas muitas franquias), que já tinha anteriormente lançado System Shock, um jogo que contava a história de um hacker que procura destruir uma Inteligência Artifical conhecida como SHODAN, assim, em maiúsculas mesmo, que ficou louca e quis destruir a humanidade ou tomar controle do planeta, uma parada assim.

Shodan

Ele consegue destruir, fim.
Se aproveitando do jogo previamente lançado, a EA diz que esse conceito se encaixaria no mundo de System Shock, e decide lançar o jogo da Irrational Games como System Shock 2, apesar de que praticamente todos que estavam trabalhando em SS2 não tinham trabalhado em SS, sequer tinham feito um jogo. System Shock 2 foi lançado em 1999.

Pode conter spoilers, ou não.
Let’s cut the crap, O Jogo:

42 anos após Shodan ter tentado [insert-clichè-here] o mundo, mais especificamente em 2114, a nave Von Braun será a primeira forma de transporte à viajar mais rápida que a velocidade da luz (Wikipedia diz: Exatamente 299.792.458 metros por segundo no vácuo. a.k.a.: Rápido pra caralho.).
Bem, a Von Braun se junta à UNN (Unified National Nominate, um tipo de exército do planeta inteiro.), que irá com a espaçonave Rickenbacker escortar a viagem da Von Braun.

Você assume o papel de um personagem sem nome, que, na terra, se junta a UNN e passa por um período de treinamento. Durante este período você pode escolher entre três “Facções”:

Marines: Especialistas em armas de fogo e armas de energia. Armas que, virtualmente, não têm falta de munição, já que para recarregâ-las basta achar um posto de energia. Usam das suas skills em Maintenance para consertar as armas, e fazer com que elas durem mais alguns dois tiros.
Eles também tem a maior força, sendo que podem destroçar um Híbrido (chegaremos lá) em alguns poucas chave-inglesadas. Não vou falar muito dos marines porque eles são os básicos de qualquer FPS.

Navy: Sabe os boiolas da marinha? Então, foram substituídos por um bando de Geeks que sabem pouco ou quase-nada sobre armas de fogo. Esses são os caras que ao invés de atirar em câmeras de segurança, desativam elas por meio de um painel, ao invés de procurar uma chave, hackeiam a porta e fazem ela dizer “Obrigado por deixar que eu o sirva nesse dia tão maravilhoso.” (+10 pontos de nerdeza pra quem entendeu.) Os caras precisam de “Nanites”, que é a currency da nave (Meus sinônimos pra nave acabaram uns dois parágrafos atrás), que são usadas tanto pra comprar qualquer coisa em máquinas automáticas, desde munição até garrafas de whisky, e que também são usadas para hackear coisas, sem nanites, no hacking for you.

OSA: O Jogo não dá o signficado da Sigla, mas eu acho que seja algo próximo de: Oh Shit, this kicks Ass. É em OSA que SS2 mostra seu maior diferencial dos FPSs de esquina, poderes psíquicos. Têm para todos os gostos, aumentar a velocidade, força, Hacking, entre outros, mas só por alguns minutos, assim como os “buffs” em MMORPGs, conseguir ítens que antes você não conseguiria, com algumas habilidades como “Kinetic Redirection” que traz ítens fora de alcance para você, poderes de ataques, e MUITOS outros. No total, são 35 poderes, e bem legais por sinal. Fazer um robô atacar todas as criaturas não-humanas por um período de tempo ou se teleportar pra onde você quiser? Nice.

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Ok, após escolher a empresa/facção que você vai participar, você passa por um período de treinamento de três anos. Nada demais, cada ano você pode escolher uma de três salas para formar a Build inicial do seu personagem, ou seja, quantos pontos ele terá de,
Strenght, força do personagem, tamanho do inventório, o dano que ele vai infligir em um combate melee, etc.

Endurance, HP Máximo, e a resistência do personagem à toxinas e radiação, Psionics, o dano que habilidades psíquicas irão causar, a duração, entre outros.

Agility, Velocidade do personagem, o quanto do coice da arma que ele irá receber, e o dano de queda e finalmente, Cyber, que seria a facilidade que o personagem terá quando for tentar hackear algo, consertar ou modificar.

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Depois desse treinamento é aonde o jogo realmente começa.

Cinco meses após o começo da viagem, o personagem acorda na Ala médica da Von Braun, sem memória por culpa de um mal-funcionamento dos computadores. A única pessoa com quem ele pode falar é uma mulher que manda e-mails ou algo parecido pra ele, indicando qual seria o próximo objetivo dele e dá uma leve explicada no que está acontecendo.
Aparantemente, XERXES, o computador da nave, ficou MALOCOWLZ e está fodendo completamente com a nave. Robôs e Turrets estão descontrolados atacando qualquer humano que se aproxime, mas ele não vê problema nenhum com humanos mutantes e macacos super-inteligentes. Além disso, várias partes da espaçonave estão trancadas por culpa de XERXES.
Logo no ínicio, o personagem principal (só pra esclarecer: Ele não tem um nome, bgs) se vê com uma chave inglesa e atacando alguns híbridos, que praticamente tomaram conta da nave.

Esse é o Híbrido, praticamente o Slime de SS2.

Macaco Ratazana da Somália

Macaco Psíquico mutante. E o jogo não é tão bonito quanto aparenta (é um jogo de 1999 feito por caras que nunca programara antes, não fode), o cara tá usando mods pra embelezar, como o Rebirth, que eu recomendo fortemente.

Porra, isso tá ficando muito longo, vou tentar não me extender muito mais.

A Narrativa de SS2 é muito do caralho, porque ninguém te conta o que está acontecendo, você apenas vê o que acontece e a partir dali você tira suas próprias conclusões, as únicas dicas que você tem sobre o que está acontecendo é os Logs espalhados pela Nave, e muitas vezes você não conseguirá entendê-los muito bem a não ser que você tenha vários deles, para aí sim, você conseguir entender levemente o que está acontecendo. E eu acho isso ótimo, porque deixa o jogo aberto a interpretações, talvez porque você tenha informação incompleta, talvez não. Por exemplo, no ínicio do jogo é difícil saber se o Diego causou tudo aquilo ou apenas deixou-se levar pelo The Many. Quem jogou ou jogará irá entender.

Além disso, existem diversas possibilidades para o seu gameplay já que você pode escolher diferentes instituições, e isso adiciona um fator replay altíssimo no jogo, já que se você quiser, você pode jogar de maneiras difentes cada vez que você for jogar, algo meio Fable, mas BEM melhor executado.

Agora, o feeling do jogo é fortíssimo. Imagine-se em um lugar bastante claustrófobico, você não vê nenhum humano, e todos os seres que você vê estão prontos pra te matar. E puta que pariu, o Híbrido, quando está te atacando, ele PEDE para que você mate ele, ou então pede desculpas por estar te atacando, e isso é extremamente foda e ao mesmo tempo te deixa com um pé atrás sempre que você for jogar porque não é como Doom ou Half-Life, que os monstros nasceram com o único objetivo de te matar, os Híbridos não tem controle sobre suas ações, porque eles são Humanos infectados por alienígenas, eles agem por instinto, mas sabem de tudo que estão a par de tudo que está acontecendo, e isso é muito assustador. (Ou eu sou apenas viado, fica a par da interpretação do leitor)

Muitos podem até dizer que os gráficos do jogo não assustariam ninguém, mas o jogo não se trata de medo visual, como em jogos como Doom3 que o monstro sai de dentro do armário falando BOO!, É um medo psicológico, isso quer dizer que, você pode ter trinta shotguns em perfeito estado, mas ainda assim, você vai abrir essa porta com cuidado, pra caso tenha um Híbrido lá dentro. Sabe quando você jogou Silent Hill e quase se cagou de tanto medo? Então, Silent Hill apesar de ser um jogo extremamente antigo ainda conseguia arrancar sustos de várias pessoas, ou pelo menos, eu, e System Shock usa da mesma fórmula de Survival Horrors, pode até ser considerado um pelas pessoas mais mente abertas.

Pra finalizar, System Shock 2 é um jogo maravilhoso, um clássico do PC apesar de ter vendido bem pouco. Aconselho qualquer um que busque uma experiência diferente com FPSs a baixar System Shock, o jogo é foda.

System Shock 2 tem um sucessor espiritual, Bioshock, jogo que foi lançado em 2007 mas é bem desconhecido, alguém aqui já ouviu falar?
E o SS2 não é parecido com Deus Ex, Deus Ex que é parecido com SS2, fuckers.

System Shock 2

17 setembro, 2008 at 5:14 pm 2 comentários

The Chzo Mythos: 5 Days a Stranger

Escrevi esse artigo faz um tempinho, e pra o blog não entrar no marasmo (além do fato de que eu gosto quando as pessoas leêm o que eu escrevo) eu vou postar aqui denovo.

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Are you scared, yet?

Existiu uma vez, um mundo mágico de unicórnios e pênis voadores, onde dinossauros jogavam playstations, e goombas reinavam sobre a terra.
Um mundo onde a LucasArts fazia jogos de verdade, e não chupava até a última gota de leite das tetas de uma vaquinha em especial chamada: Star Wars.
Bem, foi nesse mundo mágico que surgiu vários jogos de point’n’click, ou graphic adventures, chame como quiser. Aquilo não era exclusividade da LucasArts, mas foi ela que deu impulso para o estilo florescer, um estilo que hoje em dia está praticamente morto.

Quando um meteoro atingiu a terra, esses dinossauros, pênis e unicórnios morreram todos, aí veio a humanidade.
Junto com a humanidade veio a vontade de destruir uns aos outros, e aí foi criado os First-Person Shooters e esses outros jogos de viados. Bem, nesse mundo pós-apocalíptico, eis que um programador amador vem ao resgate dos humanos que ainda sonham com aquele mundo de fantasia do começo do artigo.

Ben “Yahtzee” Crosshaw (www.fullyramblomatic.com), ou apenas Yahtzee mesmo, é um programador (ou quase), escritor, e mais algumas coisinhas, traduzindo: Pau pra toda obra, e foi esse cara que criou um dos jogos que mais me prendeu nesses últimos tempos:

5 Days a Stranger.

Wow, tela inicial impactante

5 Days a Stranger, faz parte de uma quadrilogia (Quadrilogia que alguns chamam de The Chzo Mythos, mas eu não tenho certeza se é correto ou se é só por não ter um nome pra chamar a série) composta por jogos igualmente bons (ou melhores até), os quais seriam:

5 Days a Stranger, que é o primeiro
7 Days a Skeptic, que é o segundo
Trilby’s Notes, como podem presumir, o terceiro.
e
6 Days a Sacrifice, que, surpresa, é o quarto.

Mas nesse artigo eu não vou falar sobre os outros jogos, vou tentar escrever apenas sobre o 5 Days a Stranger.

Então, em 5 Days a Stranger, você joga como um personagem sem nome, bem, ele temIsso é um trilby, não esse ladrão safado. um nome REAL, mas ninguém sabe qual é. Quando eu digo real, eu quero dizer um nome que mamãe e papai deram, porque ele, já no início do jogo ele diz que tem muitos nomes, Ladrão, Gatuno, Ladino, Dedos-Leves, ou, como você pode chamar ele se precisar de um nome: Trilby.

Pera, então ele é um ladrão?
BANG, REALITY SHOCK.
Sim, Gentleman Thief, como ele gosta de ser chamado.

Ok, devidamente apresentado, continuemos.

Bem, a história é a seguinte, Trilby recebe uma dica, de que ele pode faturar bastante em um roubo à uma mansão, a DeFoe Manor, Os últimos DeFoe morreram, e não havia nenhum herdeiro, então todo o dinheiro, jóias, quadros, etc. vão ficar lá até acharem um dono para tudo isso. Bem, Trilby acha que o dono deveria ser ele.
Ele consegue invadir a mansão, e se surpreende quando não encontra loot nenhum para ser roubado, ok, ele já imaginava isso, mas valia a tentativa de uma maneira ou de outra. Ou não.

Trilby se vê trancado dentro da mansão, a janela pela qual ele acabou de entrar não quer abrir, então ele vai ter que se aventurar dentro da casa pra conseguir achar uma saída,Oi, meu nome é Trilby. até ele descobrir que todas as saídas estão trancadas. Então ele descobre que ele não está sozinho, junto dele, há pelo menos 4 outras pessoas trancadas dentro da mansão.
É, é, aquela historinha clichê, junto de sua turminha do barulho, Trilby vai ter que achar uma saída da mansão. É, tudo é3 diversão até que alguém fure um olho. Ou morra esfaqueado.

Cara, só agora que eu percebi como é difícil falar do jogo sem spoilar partes importantes, então eu acho que vou parar por aqui mesmo, vai lá jogar o jogo e tire suas próprias conclusões.

Considerações finais: 5 Days a Stranger é um ótimo jogo, com uma história soberba, bem escrita pra caralho, com várias coisinhas espertas que vão fazer você rir alto (por exemplo, fique dando Look At em uma porta qualquer por várias vezes), e cheio de mistério e sustinhos pra fazer você se sentir uma bichinha acuada.

Lembrando que 5 Days a Stranger apenas ARRANHA a história completa da série, que fica muito mais sombria nos jogos que continuam 5 days a Stranger (Highlight no Trilby’s notes, que é um jogo muito perturbador que, se você for como eu, vai perder algumas horas de sono com ele.)
E você vai querer jogar os jogos em sequência.

5 Days a Stranger
Go play it, faggot.

16 agosto, 2008 at 12:44 pm 4 comentários

Indie Games – Uma pequena Introdução

Hoi! Me mandaram escrever alguma coisa pra esse buraco aque, e eu vou escrever um pequeno artigo sobre indie games, uma introdução na verdade.

Bem, comecemos pelo começo então.

O que são esses tais Indie Games?

Curto e grosso, Independent Games. O que não significa muita coisa de qualquer forma, então eu vou usar a definição que o tigsource.com dá para Indie Games: A irmã mais nova dos Video Games.
Indie games é uma coisa relativamente nova, eu não sei exatamente mas, chuto aí, cinco anos MAX.

É o Punk do Rock’n’Roll, Quentin Tarantino dos filmes de ação. Indie games aconteceu da seguinte maneira: Os gamers oldschools estavam meio cansado dos jogos de hoje em dia, isso é, back in the day, você podia colocar um cara em um carro, com um bigode, escudo, uma arma que atira velociraptors e fazer esse carro voar, que ninguém iria reclamar, talvez você fosse chamado até de gênio, vai saber né?

Enfim, hoje em dia, como os jogos estão muito mais caros para produzir (duvido que você não saiba disso, mas os custos dos jogos já ultrapassaram o da indústria do cinema), a indústria tem que garantir que o jogo vai dar lucros, então ela não pode sair jogando qualquer conceito e rezando pra que funcione, entende?

É por isso que tantos jogos bons e inovadores ficam pra sempre na prateleira, Psychonauts (Tim Schafer, criador de vários jogos clássicos da antiga Lucas Arts), Beyond good & Evil (Michel Ancel, criador de Rayman, o cara com problemas nas juntas, sabe?), entre tantos outros. Isso causa um efeito escroto, pense bem, quantos jogos de Space Marines (Starcraft, Metroid, Halo, Doom, Quake, Ground Control, Time Splitters, Warhammer 40k, ad infinitum) ou jogos sobre a Segunda Guerra Mundial (Call of Duty, Medal of Honor, Company of Heroes, Brothers in Arms, Hearts of Iron, Wolfenstein, Day of Defeat, ad infintum) nós realmente precisamos?

De acordo com os Indie Gamers, a indústria perdeu praticamente toda a sua capacidade de inovar e a criatividade foi jogada no vaso sanitário.

Os Indie Games estão aí pra isso, Inovar. E como os indie games são feitos por fãs, geralmente grupos de <10 pessoas, isso quando é um grupo grande, eles TÊM esse poder, porque mesmo que o jogo seja catastróficamente ruim, eles não tem nada a perder, pelo contrário, se o jogo for realmente bom, eles vão ganhar fama, dinheiro e mulheres.
Resumo: Indie Games são jogos feitos por grupos pequenos de pessoas, normalmente oferecidos de graça pela interwebz.

Já sei o que são esses tais jogos indies, e agora?

Agora você pode começar a jogar alguns jogos, que tal? Espertão.
Bem, farei pequenos reviews sobre os principais jogos da Cena Indie:

Cave Story

Cave Story é um jogo aparantemente simples, um dos ápices da cena indie, criado só por uma pessoa, tal de “Pixel”.

Híbrido de Plataformer e Shooter, 2D, totalmente Retro que conta a história de todo um mundo que vive

So cu- OH MY GOD, SHOOT.

So cut- OH MY GOD, SHOOT.

debaixo da terra, altas tretas enquanto nós acompanhamos nosso amiguinho Mudo tentando reaver sua memória, Clichê, hã?

O enredo parece totalmente épico mas não, na verdade você não tem missão alguma, ele não tem memória, isso é verdade, mas ele só faz o que os outros pedem, apesar de ficar amiguinho com algumas pessoas. Jogo cheio de easter eggs, MUITAS armas, curto para o padrão de games em geral, cerca de 10 horas, mas longo pra caralho comparando com outros jogos indies. Lembrem-se, UMA pessoa apenas.

Yummy!

flOw~

flOw foi feito para ser uma tese, de ajustamento de dificuldade de acordo com a habilidade do jogador, isso para expandir as fronteiras de quem joga os jogos.

Extremamente simples e cativante, você tem duas missões no jogo: Crescer e evoluir, você é uma criatura, provavelmente marinha, você se alimenta, desce mais fundo no mar, etc. etc. Só isso. Mas como eu disse antes, é extremamente apaixonante, parece bem medíocre dito assim, mas jogue e você vai entender que o jogo é o oposto de medíocre.

Dwarf Fortress

Não vou colocar nenhuma imagem de dwarf fortress aqui, já já eu explico.
Dwarf Fortress é um jogo em que você literalmente comanda uma Fortaleza de anões. Você pode fazer de tudo, e é um jogo realmente épico. O Cenário é Procedurally Generated, ou seja, toda vez que você começar a jogar de novo, o mundo vai ser diferente.

Em Dwarf Fortress, você pode mandar heróis pra enfrentar monstros gigantes, destruir hordas de goblins, você pode fazer DE TUDO, se vocês se interessarem, procurem por contos de Dwarf Fortress, pessoas contando sobre coisas que elas fazem ou coisas que aconteceram no jogo, um exemplo que eu me lembrei agora.

Era o seguinte, o cara capturava goblins, matava todos, exceto dois. Então coloca os dois em celas separadas, uma do lado da outra. Em frente a saída da cela, havia uma ponte, uma ponte para cada cela e no fim da ponte, um botão. Então, o cara soltava os dois goblins, e cada um comecava a correr em sua própria ponte, o que chegasse primeiro, acabaria apertando o botão, e o botão derrubaria a ponte do outro goblin. Consegue ver agora, que você relmente, pode fazer DE TUDO? Assim, tudo que a sua mente doentia permitir, isso é.

Centipede! :D

Agora o porque de eu não ter colocado imagens: Dwarf Fortress é todo em ASCII. Mas sério, não deixe isso te assustar, dê uma chance ao jogo.

Knytt – Knytt Stories

Knytt é um plataformer. Ponto.
É impossível traduzir Knytt em palavras, Knytt (além de ser o jogo que me introduziu à Cena Indie, yay) é um jogo sobre atmosfera e imaginação. Isso pode parecer extremamente gay, mas eu to falando sério, em Knytt você vai andar por dezenas de cenários, procurando peças de uma nave espacial que caiu no seu mundo, vai encontrar milhares de pessoas com quem você não pode interagir, então te resta imaginar o que está realmente acontecendo.

Knytt tem uma “sequência”, Knytt Stories, sequência entre aspas, porque não continua a história, é apenas um jogo com praticamente o mesmo engine, mas com uma história diferente. O lindo de Knytt Stories é que ele tem um Editor, em que você pode fazer a história que você quiser, ou pegar histórias já prontas na internetz por outros fãs de Knytt, eu nunca tive a oportunidade de jogar essas outras histórias, mas pelo que eu ouvi falar, são ótimas.

La Mulana

Em La Mulana você encarna um Indiana Jones da vida aventurando-se em um templo bla bla bla. La Mulana foi feito para ser uma homenagem ao MSX (o verdadeiro primeiro console da Microsoft), os controles são meio duros, mas é tudo parte da homenagem, e depois que você se acostuma fica uma parada linda, mesmo.

Agora, o mais marcante de La Mulana, é que é difícil. É MUITO difícil. Difícil PRA CARALHO. Um jogo totalmente torturante que se você for como eu, vai perder horas e horas de sono tentando passar DAQUELA Sala.

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Puta que pariu, quanto mais jogos eu escrevo, mais jogos aparecem pra me dar vontade de escrever, assim eu não aguento, puta merda.

Anyway, a Tigsource fez um trabalho bem melhor do que eu ao dar uma introdução aos jogos Indies, eu nem sei porque eu escrevi isso tudo quando eu podia só colocar um link aqui e seria bem melhor.
tigsource.com < tá aí, entrem, leiam, e vejam sobre os jogos. Btw, Tigsource é um ótimo site também pra quem quiser se manter atualizado quanto à Cena Indie.

Jogos que eu não vou falar nada, mas recomendo (procurem no guia da tigs):

Warning Forever
The Chzo Mythos
Nikujin
Gish
Toribash
Blocksum
Samorost
N
Sam’n’Max
Cortex Commando
Penumbra
Alien Hominid
Clean Asia (e todos os outros jogos do cactus)
Battle for Wesnoth
Death Worm
Eyezmaze (que não é na verdade, um jogo)
Orisinal (que não é na verdade, um jogo)

That’s it, Folks.

Kodaz

3 agosto, 2008 at 3:13 pm 2 comentários


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